Acidentes de trabalho correspondem a um terço dos atendimentos emergenciais

Saúde Ocupacional - 12/11/2015

Implantar Políticas de Segurança eficazes e elaboradas de acordo com a realidade da empresa pode fazer a diferença para amenizar a estatística

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), um a cada três atendimentos de violência e acidentes na rede pública de saúde socorreu vítimas de acidentes de trabalho. A pesquisa foi realizada entre 2012 e 2013 e contabilizou que 4,9 milhões de trabalhadores se acidentaram durante o expediente. Além disso, um terço dos 51 mil procedimentos de investigação em 2014 se referiam aos problemas de ambiente de trabalho. As alarmantes estatísticas indicam que o Brasil ainda precisa amadurecer quando o assunto é Saúde e Segurança do Trabalhador (SST).

Para que uma Política de Segurança seja eficaz ela deve incluir também a sequência lógica do trabalho, as possíveis deficiências técnicas e proporcionar treinamentos sempre que necessário, seja para orientar novos funcionários ou reciclar conhecimentos sobre a importância do tema. Nesse sentido, segundo um artigo da Revista Proteção, também é essencial avaliar o o ambiente de trabalho, elaborando um mapa de riscos e analisando diversos riscos, como o ergonômico, de iluminação e ruídos.

O artigo ainda esclarece que gerenciar e entregar Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs) e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são muito importantes para garantir a saúde e segurança de um trabalhador, mas são itens complementares à Política de Segurança. A empresa deve garantir um meio de trabalho adequado, saudável e seguro para que os seus funcionários consigam exercer as suas funções em segurança. Para compor essas informações, é essencial elaborar relatórios que comprovem as ações de prevenção em SST, junto com o investimento em produtos e serviços que ajudem a gerenciar o setor de Saúde e Segurança do Trabalho.

Por fim, o trabalho de prevenção de acidentes passa pela conscientização dos trabalhadores, deixando claro que zelar pela saúde do colaborador é uma responsabilidade dividida entre empresa, colaborador e governo. Promover palestras, campanhas internas e implantar uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) são ações que podem fazer a diferença para o sucesso da Política de Segurança de uma empresa e amenizar as estatísticas, bem como o impacto na sua folha de pagamento através do Fator Acidentário de Prevenção (FAP), por exemplo. A cultura de prevenção tende a reduzir o número de acidentes, de reclamações trabalhistas e os gastos públicos e privados com pensões e afastamentos de trabalhadores.

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