Estresse ocupacional já afeta 70% dos trabalhadores brasileiros

Saúde Ocupacional - 08/11/2016

Estresse ocupacional gerou estimativas a partir de uma projeção de faltas e afastamentos registrados e publicados nos últimos anos

Estresse ocupacional já afeta 70% dos trabalhadores brasileirosO estresse ocupacional já atinge 70% dos trabalhadores brasileiros. A informação está em um artigo publicado na Revista Carreira e Pessoas (ReCaPe), da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). O problema, que já aparece em algumas estatísticas e pesquisas de SST, pode desencadear diversas doenças. Entre elas estão:

  • Depressão relacionada ao trabalho;
  • Derrame;
  • Aumento na incidência de doenças cardíacas;
  • Dores crônicas nas costas e articulações.

Segundo o artigo, há indícios de é que o estresse ocupacional deve aumentar. Isso acontecerá porque hoje o trabalho ocupa boa parte da rotina das pessoas. Uma alternativa para combater de forma eficaz esse problema é investir na Qualidade de Vida do Trabalhador (QVT),

Além do aspecto preventivo, uma consequência das ações em melhorias internas é a ampliação da identificação e comprometimento com a empresa. A partir daí, é possível que ele aumente a própria produtividade, gerando mais lucro e diminuindo a rotatividade de empregados.

Prevenindo o estresse ocupacional

Para trabalhar com a prevenção, empresas e empregadores precisam estar cientes das principais causas do problema. Que podem variar em decorrência das atividades desenvolvidas por trabalhadores e podem apresentar consequências diferentes em cada pessoa.

Confira os possíveis fatores estressores no trabalho e saiba o que pode ser feito para eliminar ou diminuir o problema.

Segurança comprometida

O estresse é inevitável quando o trabalhador está exposto a situações que comprometam sua integridade física e psicológica no ambiente de trabalho. O empregador é responsável pela segurança do funcionário e precisa desenvolver medidas que evitem acidentes ou quaisquer outros danos à saúde de seus colaboradores.

Para isso, deve providenciar todos os equipamentos de proteção pertinentes às atividades desenvolvidas em sua empresa. Sempre que estes forem considerados de uso obrigatório pelas normas regulamentadoras.

Além disso, a empresa deve ter um setor com profissionais qualificados na área de segurança do trabalho, para garantir a fiscalização e gestão das atividades, a fim de proporcionar um ambiente seguro, melhorando o bem-estar e evitando o desencadeamento de doenças ligadas ao estresse ocupacional.

Pressão no trabalho

Outra causa recorrente do estresse ocupacional é a pressão no trabalho. Geralmente é  relacionada à obrigatoriedade no cumprimento de metas e geração de resultados.

A cobrança excessiva pode levar ao desenvolvimento de depressão, síndrome do pânico, além de hipertensão arterial e outras patologias físicas ou emocionais. O empregador precisa, antes de tudo, entender que cada pessoa corresponde aos estímulos de forma diferente. Assim, algumas pessoas são mais aptas a trabalhar com metas do que outras.

No entanto, não se pode confundir a tensão natural de algumas atividades com o assédio moral. Campanhas e palestras podem auxiliar na elaboração de propostas que ajudem a eliminar a pressão excessiva. Mas o assédio moral não deve ser aceito no ambiente de trabalho e precisa ser combatido.

Além disso, premiações e programas de benefícios baseados no desempenho são mais eficazes do que pressionar os colaboradores para obterem melhores resultados.

Atividades repetitivas ou por um longo período

Com a revolução industrial, novas formas de relações trabalhistas foram adotadas. Como consequência, é muito comum que as empresas sejam separadas em setores distintos e, muitas vezes, o trabalhador é empregado em uma das etapas de determinado produto ou serviço, realizando o mesmo processo repetitivamente e por um período extenso.

Além de desencadear o estresse, as atividades repetitivas e/ou por tempo prolongado podem ocasionar danos irreversíveis à saúde física do trabalhador. Como forma de resolver o problema, algumas empresas já adotam um sistema que permite que o trabalhador passe por todos os setores operacionais da companhia, mudando periodicamente, conhecendo e desenvolvendo funções distintas.

Além de estimular as competências e o desenvolvimento das habilidades, este modelo contribui para a prevenção do estresse ocupacional e é uma forma de delegar a função mais adequada a cada funcionário.

Conclusão

Além das causas apresentadas, o atraso no pagamento, o ritmo de trabalho acelerado, a falta de equipamentos, materiais e insumos para a execução das tarefas e o excesso de horas extras também são fatores que contribuem para o desenvolvimento de doenças relacionadas ao estresse ocupacional.

Um bom planejamento interno e a organização e gestão de pessoal adequadas é um importante passo para a melhoria das relações entre trabalhador e empregador.

 

Saiba mais sobre SST em nosso blog:

» Psicologia ocupacional: Importância e os benefícios de cuidar da mente do funcionário

» Mortes por acidentes de trabalho e Segurança do Trabalho

» Segurança do trabalho: tudo o que você precisa saber!

 

2 Comentários
  1. […] Síndrome de Burnout, ainda é pouco conhecida dos brasileiros e pode ser confundida com quadros de estresse e depressão. A Síndrome de Burnout é um estado de exaustão emocional, mental e física causada por estresse […]

  2. […] Síndrome de Burnout, ainda é pouco conhecida dos brasileiros e pode ser confundida com quadros de estresse e depressão. A Síndrome de Burnout é um estado de exaustão emocional, mental e física causada por estresse […]

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