Doenças Ocupacionais: quais são as mais comuns e o que fazer para evitá-las?

Saúde Ocupacional - 19/07/2019

Você sabe quais são as doenças ocupacionais mais comuns e como evita-las? Neste artigo, citamos quais são elas e a forma de evitá-las. Saiba mais!

Doenças Ocupacionais quais são as mais comuns e o que fazer para evitá-lasOs riscos que os trabalhadores correm ao exercer suas funções diariamente podem levar ao afastamento temporário ou definitivo do trabalho. Este é o efeito das Doenças Ocupacionais. Elas podem surgir devido a movimentos repetitivos, levantamento de peso, exposição a agentes tóxicos e até mesmo por má postura.

Segundo o Instituto de Seguridade Social (INSS), em 2017, um total de 196.754 brasileiros precisou se afastar de suas funções. O número está ligado apenas aos casos nos quais o afastamento é relacionado a problemas de saúde gerados pelo trabalho. Geralmente, as doenças laborais surgem depois de alguns anos exercendo uma função. O problema é que, neste grau da manifestação, o tratamento se torna mais difícil e é incomum que ocorra o retorno ao serviço.

Sobretudo porque a retomada do trabalho pode causar o agravamento do quadro. Acontece, no entanto, que a maioria destas doenças poderia ser evitada através de medidas preventivas simples. A primeira ação para evitar estes problemas é conhecer as principais doenças laborais. Neste artigo, citamos quais são elas e a forma de evitá-las. Confira!

Quais são as Doenças Ocupacionais mais comuns?

  • Lesão por Esforço Repetitivo (LER): Este problema ocupacional está entre os mais comuns e é causado pela execução repetitiva e prolongada de um determinado movimento. A gravidade da LER pode reduzir drasticamente a capacidade do profissional executar suas atividades, podendo levar à aposentadoria por invalidez.
  • Dorsalgias: Estes são problemas de coluna ocasionados pela força excessiva que é aplicada ao tronco do indivíduo. Geralmente associada ao levantamento de peso, a dorsalgia também pode ser o reflexo de obesidade e sedentarismo.
  • Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORTs): Os DORTs, geralmente, são causados pela má postura, mas também podem derivar de riscos ambientais, sobrecarga, repetição de movimentos e esforço físico. Alguns exemplos de distúrbios nesta categoria são bursites, mialgias, tendinites, dedo em gatilho e dores crônicas.

Problemas de visão, audição e o risco de transtornos mentais

  • Doenças da visão Os olhos são uma área especialmente vulnerável aos riscos laborais. Existem agentes químicos, mecânicos, físicos, biológicos, e até mesmo o sobre-esforço, como potenciais causas de doença. Em alguns casos, pode ocorrer catarata ocular e até mesmo cegueira. Muito comum também é que pessoas que realizam turnos à noite tenha maior propensão aos problemas de vista.
  • Surdez temporária ou definitiva Muitos trabalhadores exercem funções nas quais a exposição aos ruídos é intensa e frequente. É interessante notar que este problema, por vezes, afeta aos colaboradores que não estão diretamente ligados à função. As Doenças Ocupacionais da audição são comuns em: aeroportos, construções civil, mineração e operação de maquinário.
  • Doenças ocupacionais psicossociais De todos os exemplos listados, este é de longe o mais negligenciado. Não obstante, estas doenças podem ser a principal causa de afastamento em muitas profissões. É importante ressaltar que estes quadros abalam a saúde mental, física e social do trabalhador.

O que fazer para evitá-las?

Para cada um dos exemplos citados encontraremos medidas adequadas de prevenção. No caso das LER, por exemplo, equipamentos ergonômicos são indispensáveis. Além disto, é importante aplicar pausas à rotina de trabalho, assim como investir em práticas de ginástica laboral. O objetivo é fortalecer as articulações e músculos afetados pelo trabalho.

Para evitar a dorsalgia, somamos a estas medidas, o fracionamento de cargas e a diminuição do número de repetições. No caso das DORTs, a prevenção é similar, e também deve incluir orientações de boas práticas, a fim de aumentar a segurança dos colaboradores. Para a visão, deve ser aplicado um programa de vigilância da saúde do trabalhador.

Outra medida indispensável é a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como óculos. As medidas são iguais para evitar os quadros de surdez. A diferença, neste caso, é que também deve haver investimento na proteção coletiva, isolando as fontes de ruído. Por fim, as Doenças Ocupacionais de caráter psicossocial demandam valorização do elemento humano.

Seja no quesito de reconhecimento do trabalhador ou no esforço em proporcionar condições próprias de trabalho. Ademais, as empresas devem manter avaliação e controle de risco permanente para as doenças psicossociais.

Estes são os quadros mais comuns de doença ocupacional e as medidas para evitá-los. Para implantar estas ações a tecnologia de SST pode ser de grande ajuda.

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