Por que prestar atenção na saúde mental do trabalhador e qualidade de vida no trabalho?

Saúde Ocupacional, Segurança no Trabalho - 22/07/2019

Nunca falamos e ouvimos falar tanto sobre saúde mental como nos últimos tempos. Por que prestar atenção na saúde mental do trabalhador e qualidade de vida no trabalho? Confira a seguir.

Por que prestar atenção na saúde mental do trabalhador e qualidade de vida no trabalho Todos os anos um grande contingente de trabalhadores se vê obrigado a abandonar o trabalho devido à saúde mental. Em 2016, a OMS registrou mais de 75 mil trabalhadores afastados por conta da depressão. Em muitos, houve pagamento episódico ou recorrente do auxílio doença. Tais dados nos alertam de por que prestar atenção na saúde mental do trabalhador e qualidade de vida no trabalho é importante.

Em 2016, as questões psicossociais já representavam 37,8% das licenças. Se, hoje, os casos de ansiedade e depressão já não são tabus, eles sofrem de uma preocupante subnotificação. Um dado que não é exclusividade do mundo do trabalho – muito embora se agrave neste contexto. Isto significa que os índices podem ser ainda maiores.

Não por acaso a Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que a depressão vai se tornar a doença mais incapacidade até 2020. Por isto, devemos entender que, sem qualidade de vida no trabalho, o bem-estar geral dos profissionais acabará irremediavelmente prejudicado. Passamos, afinal, a maior parte do tempo neste ambiente.

Saúde mental do trabalhador e qualidade de vida no trabalho

É natural que, ao exercer uma função profissionalmente, estamos expostos a inúmeros desafios. Existe, contudo, a medida natural do que podemos encarar e os excessos. Não raro colaboradores se deparam com jornadas inflexíveis e um volume extenuante de trabalho. Em tais condições, sobem os níveis de ansiedade e sofrimento mental.

A situação torna-se ainda mais grave quando o ambiente é dominado por assédio moral e bullying. Ademais, não podemos esquecer que a ameaça de desemprego é um medo constante que faz com que muitos destes problemas não sejam reportados. Somando-se aos males físicos e mentais, um reflexo desta situação estressora pode ser observado no absenteísmo.

Desde os casos leves aos graves, há perda recorrente de dias do trabalho. No primeiro caso, ocorre em uma média de quatro dias ao ano. No segundo, até 200 dias são perdidos. Além de todo sofrimento que causam aos indivíduos, estes transtornos oneram a sociedade. Na Europa, os gastos com estes problemas já chegam a 4% do PIB de alguns países.

O papel da empresa na promoção da qualidade de vida no ambiente de trabalho

Para mitigar estes males, as empresas devem estabelecer medidas concretas para melhor as condições ligadas ao exercício profissional. Isto significa investir no conforto e satisfação dos colaboradores promovendo saúde mental do trabalhador e qualidade de vida no trabalho. O que os gestores não podem esquecer, sob hipótese nenhuma, é que empresas são feitas de pessoas.

Sendo assim, elas são suscetíveis aos efeitos do estresse prolongado e necessitam de condições adequadas de trabalho. Da mesma forma, um profissional bem disposto reflete no sucesso da empresa. Por isto, devemos alimentar uma cultura organizacional agradável e trabalhar para que ambientes e equipamentos adequados sejam disponibilizados às equipes.

Preconceito e formas de identificar o problema

Mais de 300 milhões de pessoas sofrem com a depressão no mundo e pelo menos 260 milhões com os transtornos de ansiedade. Embora não sejam mais assuntos tabus, como dissemos na introdução, eles ainda esbarram em muito preconceito. Significa, portanto, que não é fácil lidar com estes quadros, pois existe uma grande barreira contra o tratamento.

Ambos devem ser encarados como aquilo que são: doenças. Às organizações cabe o papel vigilante de identificar possíveis sinais de transtorno psicológico. Alterações de comportamento e humor tendem a ser o primeiro alerta. É claro que o estabelecimento de ações para controle psíquico e promoção da qualidade de vida são igualmente importantes.

E para lidar com a saúde mental do trabalhador e qualidade de vida no trabalho, é recomendável o uso de ferramentas próprias. O software de gestão ocupacional é um bom exemplo. O mais importante é estabelecer medidas que combatam os transtornos mentais e apoiem os colaboradores que sofrem com estes problemas.

Retornos positivos quando há investimento na saúde dos colaboradores

Trabalhadores saudáveis rendem mais do que os colaboradores que estão sempre em consultas. Investir na saúde dos colaboradores é também investir na empresa e nos seus resultados.

Antes motivar os colabores era prometer a eles cerca quantia de renda, hoje há uma pequena diferença. Estamos entrando em uma nova geração de trabalhadores, e eles se atraem por meios diferentes. Os colaboradores buscam locais de trabalho que te deem benefícios. Um local seguro e saudável para poder estar exercendo suas funções, por exemplo.

Investir na saúde do trabalhador é um dos sinônimos de motivação. Ele se sente fazendo parte de algo quando recebe algo para seu bem-estar. Se sente importante e assim produz mais e leva mais resultados para a empresa.

Um dos investimentos que chama a atenção dos trabalhadores é a realização de ações voltadas a saúde. Por exemplo ações preventivas e de conscientização, como muitas empresas adotam o Outubro Rosa e Novembro Azul. Assim o colaborador adquiri também hábitos mais saudáveis para o dia a dia.

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