Psicologia ocupacional: Importância e os benefícios de cuidar da mente do funcionário

Saúde Ocupacional - 08/08/2019

Produtividade, empenho e motivação do trabalhador são fatores que dependem do estado emocional e seu bem-estar físico. Saiba sobre a psicologia ocupacional.

Psicologia ocupacional Importância e os benefícios de cuidar da mente do funcionárioPara que isso seja conquistado, aplica-se os conhecimentos da psicologia ocupacional, em teoria e na prática, para ajudar as organizações na obtenção do melhor desempenho de seus funcionários e na elevação da satisfação profissional deles.

Conhecida também como psicologia industrial ou organizacional, essa ciência preocupa-se com o desempenho das pessoas no trabalho e com o desenvolvimento de uma compreensão de como as organizações funcionam e como os indivíduos e grupos se comportam no ambiente ocupacional. Desta forma, o seu objetivo é aumentar a eficácia, a eficiência e a satisfação no espaço laboral.

Os psicólogos ocupacionais lidam com questões e problemas que envolvem as pessoas e suas relações no trabalho, analisando comportamentos, traçando perfis, gerindo o estresse e orientando gestores, em muitos casos.

Eles aplicam métodos de psicologia da saúde a questões de relevância crítica para as empresas, incluindo gestão de talentos, coaching, avaliação, seleção, treinamento, desenvolvimento organizacional, desempenho, bem-estar e equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

No caso das organizações, que passam frequentemente pela necessidade de recrutar e reter recursos humanos, os psicólogos ocupacionais são profissionais essenciais no processo de recrutamento, visto que auxiliam no planejamento de estratégias, com o intuito de captar talentos potenciais, desenvolver novas habilidades no recrutado, através do uso de testes e exercícios relevantes na seleção profissional e no aconselhamento de carreira.

A psicologia ocupacional aumentando a produtividade

A psicologia ocupacional tem diversos benefícios, tanto para a empresa quanto para o funcionário. O primeiro, e mais importante, é o aumento da produtividade. Este ponto é bem claro, já que um profissional que tem a mente tranquila, consegue trabalhar melhor. Por isso, a psicologia ocupacional ajuda a encontrar as melhores respostas para possíveis problemas dos colaboradores.

Além disso, com essa prática, fica mais fácil que um conheça melhor o outro. Ou seja, o profissional conhece melhor o ambiente em que trabalha e sua cultura. Assim, fica mais fácil se encaixar e encontrar o ambiente ideal para ele.

Na outra ponta do espectro, conhecer melhor os funcionários, ajuda a empresa a identificar os pontos que mais geram estresse, além de implementar soluções que diminuam estes problemas e gerem uma maior qualidade de vida dentro da empresa.

Uma empresa boa de trabalhar

Com isso, a psicologia ocupacional traz o benefício de criar um ótimo ambiente para se trabalhar. Além de ser um local em que o nível de estresse é diminuído e que busca melhorar a qualidade de vida dos funcionários, esta disciplina ainda pode ajudar a trabalhar nas relações interpessoais.

Não importa o tamanho, o ramo ou segmento, qualquer empresa enfrenta problemas nas relações entre as pessoas. A psicologia ocupacional permite detectar esses problemas mais rapidamente, ajudando a encontrar soluções para eliminá-los, ou pelo menos mitigá-los.

Além disso, mesmo quando não existe um problema, o profissional pode ajudar os colaboradores a criar um ambiente de trabalho ainda melhor.

Um exemplo é através de ações que promovam a interação e o aumento de confiança entre os colaboradores. Cada um destes pontos visa criar um excelente ambiente de trabalho, diminuindo o turnover.

A alta rotatividade de funcionários é um problema pois apresenta custos, além de trabalho para o setor de RH. Pior do que isso, fica mais difícil aproveitar a continuidade do profissional dentro da empresa, o que contribui muito para o seu desenvolvimento e produtividade.

Como implementar a psicologia ocupacional na empresa?

A implementação da psicologia ocupacional tem duas frontes. A primeira é mais simples. Para implementá-la, é preciso contar com profissionais da área, ou alguma espécie de consultoria, que trarão os conceitos e as ideias da melhor forma de tratar os funcionários.

É evidente que haverá um custo para empresa, seja através da contratação dos profissionais ou das atividades que irão ser exercidas para corrigir possíveis problemas. Mas é um investimento que se paga rapidamente.

Um exemplo são os programas internos de treinamento. Os profissionais podem sentir que o seu desenvolvimento é um aspecto em que a empresa peca. O que torna a implementação de programas de treinamento essencial.

Com isso, chegamos a segunda parte da psicologia ocupacional: a participação do colaborador. O propósito desta disciplina é criar um ambiente em que o profissional pode, e deve, expor as suas dores, problemas e considerações.

Afinal, como a empresa pode melhorar se o profissional não deixa claro os problemas? Por isso, cabe a gestão incentivá-lo. Uma ótima forma de fazer isso é através de uma cultura de diálogo, uma empresa em que a conversa não somente é possível, mas recomendada. Isso vem de cima e os gestores devem manter a transparência e as portas abertas para receber os funcionários.

Com essas dicas e com a implementação da psicologia ocupacional, sua empresa pode ter uma produtividade ainda maior, em um ambiente ideal de trabalho.

 

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