Terapia ocupacional: importância e diferença da terapia comum

Saúde Ocupacional - 18/06/2020

Terapia Ocupacional visa o desenvolvimento, manutenção ou recuperação das funções motoras, sociais, cognitivas, sensoriais e perceptivas de pessoas, de diferentes faixas etárias, portadoras de alterações, que podem ser genéticas ou traumáticas, prejudiciais ao seu desempenho rotineiro.

Em outras palavras, a Terapia Ocupacional busca auxiliar pacientes que possuem dificuldades para realizar atividades cotidianas, como:

 

  • Tarefas de autocuidado, como por exemplo, escovar os dentes, tomar banho, alimentar-se;
  • Atividades sociais variadas, como por exemplo, esportes, trabalho ou estudo.

 

As sessões podem ser feitas em clínicas de reabilitação, casas de repouso, hospitais e até mesmo atendimento em domicílio quando este se faz necessário.

Terapia ocupacional: importância e diferença da terapia comum

Essa profissão, embora ainda esteja em crescimento no Brasil, remete às crenças da Antiguidade de que diferentes ocupações dos seres humanos eram responsáveis pelo processo de cura.

Porém, o estabelecimento da Terapia Ocupacional como profissão vem do século XX. Isso porque as duas Grandes Guerras acabaram deixando um alto número de feridos que precisavam ser restabelecidos.

Então, criaram-se muitos métodos e dispositivos para realizar a Terapia Ocupacional. Não é à toa, a primeira escola de Terapia Ocupacional do mundo foi criada em 1915, logo após o começo da Primeira Guerra Mundial, em Chicago. A Federação Mundial de Terapeutas Ocupacionais foi criada em 1952. Ela buscava devolver aos veteranos de guerra a sua mobilidade e a capacidade de cumprir com suas ocupações.

Por ocupação, podemos citar todas as atividades que mantêm o indivíduo no controle de sua capacidade mental e física.

Terapeuta ocupacional é um profissional da área da saúde, devidamente graduado no Ensino Superior e registrado no Crefito (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional).

No momento, o mercado dessa profissão no Brasil sofre com falta de profissionais em quase todas as regiões, exceto apenas pela região Sudeste. Portanto, os profissionais são muito procurados, tanto por empresas quanto clínicas e até mesmo pelo Sistema Único de Saúde.

Esses profissionais atendem às demandas de avaliação e desenvolvimento do projeto terapêutico que trará mais qualidade de vida ao paciente pelo aumento de suas capacidades psico-ocupacionais.

Fora isso, tem um papel fundamental na saúde coletiva, por promover a integração de indivíduos com necessidades distintas à sociedade.

Importância da Terapia Ocupacional

A Terapia Ocupacional é essencial para integrar indivíduos com determinadas deficiências em grupos sociais. Promovendo uma melhoria de sua saúde física e mental. Para tal, são considerados métodos que estimulem a participação do paciente na sociedade e a sua autonomia em diversos contextos sociais.

É essa área da saúde que atua na conexão de pessoas com a ocupação que necessitam ou pretendem desempenhar, simplificando a sua rotina pessoal e interpessoal. Isso é importante para pessoas que possuem dificuldades motoras, cognitivas ou sociais, seja por motivo de trauma ou por condições congênitas.

Para cada quadro clínico, há uma indicação de tratamento com métodos específicos. Eles atuarão diretamente na compreensão e superação de alterações físicas, emocionais, cognitivas ou mentais.

A Terapia Ocupacional atua também na avaliação do envolvimento de cada paciente nas ocupações consideradas relevantes para a sua vida. São considerados três aspectos:

1. Ambiente

É essencial entender o ambiente em que a pessoa habita ou trabalha e quais as dificuldades que pode ter pela configuração do local. Justamente por isso, muitos terapeutas ocupacionais trabalham em ambientes corporativos ou atendem os pacientes em domicílio.

2. Ocupação

Como a Terapia Ocupacional é voltada à melhoria da funcionalidade profissional e social do indivíduo, conhecer a ocupação é fundamental para o terapeuta.

A partir disso, ele pode escolher seus métodos e equipamentos de trabalho para garantir o maior aproveitamento para o paciente.

3. Pessoa

Atua no desenvolvimento das mesmas para uma maior qualidade de vida. Afinal, o objetivo principal da Terapia Ocupacional é garantir que a pessoa possa trabalhar e cumprir suas funções sociais com mais facilidade.

As ocupações poderão ser de caráter:

 

  • Produtivo – quando relacionadas ao meio de subsistência e contribuição para a sociedade do paciente, até mesmo o estabelecimento de relações interpessoais;

 

 

  • Entretenimento – quando as alterações afetam o lazer ou atividades diárias de autocuidado, por exemplo, alimentar-se, vestir-se e tomar banho.

 

Não há restrições de idade na aplicação da Terapia Ocupacional, ou seja, poderão ser tratadas pessoas desde a primeiríssima infância até à terceira idade.

É importante ressaltar que não se trata apenas da reabilitação física, mas também demais aspectos que contribuem para o senso de utilidade e pertencimento do indivíduo.

Diferença entre terapia e Terapia Ocupacional

Neste tópico, discutiremos “terapia” como parte integrante do tratamento realizado por um psicólogo. Embora os profissionais possam combinar suas atividades, atuando em conjunto, existem diferenças na tangibilização dos respectivos tratamentos.

A terapia atua na superação de aspectos psicológicos que possam impactar na rotina do paciente, causando limitações sociais e autoperceptivas.

Durante as sessões, podem ser trabalhadas diversas características da saúde mental, desde o desenvolvimento do potencial mental, até a compreensão e ressignificação de obstáculos para uma vida mais equilibrada e feliz.

De forma geral, a terapia busca trabalhar com o autoconhecimento do paciente e trabalhar na melhoria da sua saúde mental. Ela trata distúrbios psicológicos através de estratégias psicoterapêuticas.

A Terapia Ocupacional, por sua vez, visa incluir pessoas com diferentes níveis de distúrbios físicos, emocionais ou mentais na execução de atividades em que uma adaptação se faz necessária, auxiliando na recuperação da autoestima, exercício pleno da cidadania e autonomia.

Ela trabalha com diferentes métodos e equipamentos, adaptados de acordo com as dificuldades apresentadas pelo paciente em questão.

O profissional de Terapia Ocupacional, ao contrário do psicólogo, tem uma função mais abrangente no restabelecimento ou desenvolvimento de meios para se atingir o bem-estar psíquico, social e físico de pacientes com patologias distintas.

Ele fará a orientação e planejamento da rotina do paciente, de modo que consiga conviver de forma natural, autossuficiente e adaptada ao meio em que está inserido ou se propõe a estar.

É uma forma de estimular a autoconfiança do paciente na execução de diversas ocupações, desde as mais simples, como escovar o cabelo, até as mais complexas como retomar uma atividade profissional após um acidente traumático.

Tipos de Terapia Ocupacional

Como pudemos perceber até aqui, a Terapia Ocupacional possui diversos ramos distintos. Ela serve para a reabilitação de diversas funções, e pode ser utilizada para auxiliar nas mais diversas deficiências. Portanto,] o terapeuta ocupacional pode atuar e se especializar em diferentes áreas:

1. Reabilitação

Nesta área, o terapeuta atuará na prevenção de doenças ou acidentes decorrentes de um desequilíbrio no ambiente de trabalho.

Além das ações preventivas, o profissional atuará na reintegração de pessoas que sofreram acidentes ou desenvolveram uma doença de trabalho na rotina corporativa e na integração de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Saiba como a gestão ocupacional é importante para as empresas.

2. Gerontologia

O terapeuta ocupacional que atuar em gerontologia irá auxiliar idosos a recuperaram a autonomia em diferentes ocupações. Essa forma de Terapia Ocupacional é muito comum, pois é normal que as pessoas idosas percam parte de sua mobilidade e capacidade cognitiva pela idade avançada ou por diferentes tipos de demência ou doenças.

3. Reintegração Social

Esta área atua na reintegração de pessoas carentes, dependentes químicos e menores infratores à sociedade. É voltada a trabalhar nas relações sociais e funções cognitivas das pessoas mais vulneráveis.

4. Desenvolvimento Educacional

O terapeuta ocupacional poderá auxiliar no desenvolvimento educacional de crianças com deficiência, portadores de síndromes e transtornos, como o autismo, ou com dificuldades no aprendizado. É feita a devida inserção e adaptação do indivíduo no ambiente escolar.

5. Saúde mental/Psiquiatria

Busca o tratamento e integração do paciente com transtornos psicológicos ou psiquiátricos na vida em sociedade. Tanto em seu ambiente pessoal, como profissional. Geralmente, esse tipo de Terapia Ocupacional é feito em parceria com o trabalho de psicólogos e psiquiatras.

Pacientes que podem se beneficiar da Terapia Ocupacional

Abaixo, citamos alguns exemplos de pacientes que podem encontrar na Terapia Ocupacional uma solução para o desempenho de suas ocupações.

1. Com depressão crônica

O terapeuta ocupacional irá auxiliar o paciente em depressão a encontrar um propósito de vida, por meio de ocupações diárias. Durante o tratamento, será estimulada a recuperação da autoestima e bem-estar psicológico.

2. Com perda motora

Após um acidente, a Terapia Ocupacional poderá ajudar o paciente que desenvolveu sequelas prejudiciais ao desempenho de atividades diárias. Uma pessoa que sofreu perda motora contará com auxílio para se adaptar à nova condição de modo a manter o máximo de autonomia possível.

3. Atraso no desenvolvimento infantil

Crianças podem ser estimuladas com materiais e brinquedos adequados para suprir as necessidades originadas por atrasos no desenvolvimento infantil. Seja motor, mental ou sensorial.  A Terapia Ocupacional busca suprir esse atraso e deixar a criança a par do seu desenvolvimento cronológico.

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